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sábado, 20 de agosto de 2011



No meio da festa percebo que o Lucas tá cutucando o nariz. Olho feio, ele percebe, disfarça e enfia o dedo no nariz mais uma vez. Olho mais feio ainda e faço cara de "de novo?". Aí ele chega perto de mim e sussurra:

_Não mãe, eu coloquei de volta.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011



Sabia que hoje, 11 de agosto é dia do estudante?

E aproveitando a data, o Instituto Unibanco nos convidou a participar de uma blogagem coletiva a favor do movimento Estudar Vale a Pena.

Parece óbvio para nós que estudar mais vai te ajudar a conseguir um emprego melhor, mas o que dizer para incentivar um jovem que trabalha o dia inteiro, se alimenta mal, perde tempo no trânsito, muitas vezes espremido num ônibus lotado, chega cansado na escola e ainda tem que "absorver" o que o professor está dizendo? Como fazer esse jovem perceber que estudar realmente vale a pena?

O Estudar Vale a Pena tem como principal objetivo combater a evasão escolar no Ensino Médio. Através de eventos e jogos que envolvem alunos, voluntários e professores, eles abordam a importância do prosseguimento nos estudos para o melhor desenvolvimento na vida profissional.

Estudei a vida inteira em escola pública e vi de perto a dificuldade de alguns colegas em prosseguir com os estudos. No ensino médio que eu eternamente chamarei de colegial, as dificuldades se acumulavam. Tive o privilégio de estudar em uma escola Federal, onde o ensino era ótimo e os professores sempre nos incetivavam e apoiavam. A maioria dos alunos vinha de famílias bem estruturadas financeiramente, mas mesmo assim, demos adeus a alguns colegas ao longo do caminho. Hoje, como educadora, me vejo na obrigação de incentivá-los e orientá-los sobre a importância do estudo.

Pra quem quiser saber mais sobre o movimento, dá pra ver a versão online do Relatório de atividades do instituto.

Faça sua parte, doe um post ou simplesmente divulgue a tag #estudarvaleapena.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Imagine uma mulher grávida que não quer o filho, mas também não quer abortar. Que opção uma mulher nessas condições tem no Brasil?

A gente sabe de toda a burocracia que é pra se adotar uma criança (pelo bem da própria criança), mas como são os trâmites pra se entregar uma criança para adoção?

Por que isso é tão mal visto no Brasil?

Nos EUA (apenas pelo que vejo pelos filmes e seriados, não sei se na vida real é assim mesmo) parece ser mais simples. Não só quanto à burocracia, mas quanto à aceitação da sociedade. Sei que existem ONGs e até agências privadas que intermediam o processo, ainda durante a gravidez e que isso é uma opção natural para quem não quer um filho e acabou grávida. Lembram como é que os gêmeos da Monica e do Chandler de Friends vão parar na vida deles? Ou de como a bebê da Quinn é adotada pela mãe biológica da Rachel em Glee?

Veja bem, o que discuto aqui não é a irresponsabilidade de se engravidar sem planejamento, mas o que a mulher pode fazer quando isso acontece. É tão difícil apoiar ao invés de criticar?

Outro dia, em uma conversa furtada, ouvi uma mulher dizendo: "Ela ia dar o bebê, mas eu a convenci de que filho não é bicho pra se dar. Se é seu, você tem que cuidar."

É óbvio que se o filho é seu, você tem que cuidar, mas será que uma mulher que já havia se decidido por "dar" a criança vai ter condições de cuidar desse filho? Não só financeiramente, mas será que ela vai estar emocionalmente preparada pra aceitar essa criança?

Em Botucatu uma mulher preferiu fingir que havia encontrado um bebê no lixo pra poder entregar a criança para adoção. Não quero defendê-la, ou o que quer que seja, mas dá pra imaginar a que ponto chega o medo de ser julgada por não querer o filho? Não só ela, mas todas essas mulheres que abandonam os filhos em lixeiras, na porta das casas, em terrenos baldios. Seria muito mais simples e seguro se essas mulheres pudessem abrir mão de seus filhos sem serem questionadas e julgadas.

Não estou pedindo a volta da roda de orfanato, mas um pouco mais de apoio pra essas mulheres e principalmente pra essas crianças. O que não falta são pais adotivos esperando por eles.

quinta-feira, 2 de junho de 2011



Junho é a única época do ano em que eu posso costurar. Bom, na verdade eu posso costurar o ano todo, mas é em junho que esse meu jeito prendado de costurar pode ser aproveitado.

Juntando minha falta de coordenação motora às minhas parcas habilidades manuais, o máximo que eu consigo fazer mesmo é remendo de festa junina. Qualquer tentativa de consertar um rasguinho numa calça vira uma cicatriz gigante. Prego botões com esmero, mas por trás do botão sempre fica uma bolota de linha e pano, praticamente um botão dupla-face...

Morro de inveja de quem faz tricô, crochê, ponto cruz... tem gente que eu conheço que corta e costura a própria roupa, seus modelitos personalizados! Se eu fosse depender disso, ia passar a vida vestida de sacos de batata com buracos pros braços.

domingo, 15 de maio de 2011

Ontem foi o desaniversário de 5 anos e meio do Lucas. E como presente, ele perdeu seu primeiro dente de leite.

Quem tem filho pequeno sempre tem a sensação de que o tempo está passando depressa demais. Essa medida de 365 dias passa diferente pra gente. Nos primeiros meses, tudo passa muito depressa. Cada vez que você pisca seu filho dobra de tamanho, de peso, de idade... cada semana traz uma descoberta diferente: a primeira papinha, a primeira vez que engatinha, os primeiros dentes, os primeiros passos. E é assim, recheado de primeiras vezes que vão passando nossos dias. Acho que essa fase dura até uns 2 anos. Depois disso, as descobertas continuam, mas sem primeiras vezes tão marcantes.

E eu já tinha desacostumado disso, mas esse ano, #aos5, o Lucas têm me surpeendido com tantas novas primeiras vezes.

Começou com as letras. As primeiras sílabas, as primeiras palavras, as primeiras frases. E agora, aos 5 anos, o meu MeninoLucas sabe ler. Dessa transição entre juntar sílabas em palavras desconexas para frases parte de um contexto foi um pulo, uma semana... nem deu tempo de me acostumar.

E ontem, no dia em que completou 5 anos e meio, meu menino perdeu seu primeiro dente de leite. Tem agora despontando na boca o que ele chama de dente de adolescente. Estou com medo de que os dias passem rápido demais a partir de amanhã...

Ah! E quando perguntei se ele ia deixar o dentinho embaixo do travesseiro para a fada do dente, ele ainda veio me dizer que fadas não existem! Perguntei porque ele achava isso, e ele me disse que fadas e duendes não existem. Mas quis deixar o dentinho lá mesmo assim, afinal estavamos falando em ganhar dinheiro! hahaha

Esse foi o Bilhete que ele deixou pra avisar pra fada do dente que não era pra levar o dente embora porque eu queira guardá-lo na caixinha de lembranças. E já que o dente continuou lá e ele ainda ganhou um dinheirinho, ele chegou à conclusão de que fadas existem, pelo menos as fadas do dente. E ele acha que cada país tem sua fada, pra elas não cansarem as asas e entregarem o dinheiro certo! =)

quarta-feira, 27 de abril de 2011




Descobri este curta hoje, através de um e-mail no grupo do Luluzinha Camp e me apaixonei!

Eu não quero voltar sozinho foi exibido pela primeira vez em 2010. Dirigido por Daniel Ribeiro, o curta vem colecionando prêmios.

O roteiro é perfeito, trata de temas profundos de um jeito leve e emocionante. Tá esperando o quê? Clica aí no play (ou aqui nesse link pro youtube) e assita.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Hoje eu já estava de saída quando uma das meninas da recepção elogiou meu brinco. Falou que era bonitinho e que ela gostava de coisas delicadinhas (é um brinco de coração), mas achava que não ficava bom nela. Reparei que ela estava usando um brinco de argolas, desses grandões, quase uma pulseira.

Eu amo brincos assim. Aí eu expliquei pra ela que adoro brincos assim, mas não posso usar porque não fica bom em mim: como praticamente não tenho pescoço, eles ficam batendo no meu ombro =P

domingo, 17 de abril de 2011

O Lucas tá com um dente mole e me disse que quando o dente de leite cai, nasce o dente de adolescente.

Só me falta ele achar que dente permanente é passaporte pra balada!

terça-feira, 5 de abril de 2011



O Lucas foi até o quintal, recolheu umas pedrinhas, voltou pra sala e embrulhou as pedrinhas com um pedaço de papel. Perguntei pra ele o que era aquilo e ele me disse:

_Tô vendo se é verdade aquele negócio do jan-ken-po.

Pelo menos ele não tentou cortar a pedra com a tesoura.


update: olha só o que eu achei no 9gag

domingo, 20 de março de 2011

O Lucas pedindo pra minha mãe:

_Bá, pega esses três caras aí de cima da geladeira pra mim?

_Que caras, Lucas?

_Esses três aí, com o chapeuzinho vermelho. Eu quero ver...
 
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